Candidatura coletiva ‘A Liga’ disputará uma vaga na Câmara dos Vereadores este ano

Candidatura coletiva ‘A Liga’ disputará uma vaga na Câmara dos Vereadores este ano

Como o nome sugere, uma Candidatura Coletiva é composta por algumas pessoas que querem ocupar um cargo público. Em caso de vitória na eleição, o grupo, mesmo que tenha um candidato representante, legisla junto. No Brasil, a primeira experiência oficial foi na cidade de Alto Paraíso, em Goiás. Um grupo de cinco co-vereadores, autodenominado “ecofederalista” e “antipartidário”, foi eleito em 2016. Em 2018, candidaturas coletivas se elegeram para as Assembleias Legislativas dos Estados de São Paulo e Pernambuco. Agora chegou a vez de a ideia ter espaço no Rio de Janeiro.

No Rio, essa iniciativa é representada pela pré-campanha d’A Liga, coletivo que pretende disputar um lugar na Câmara de Vereadores. “A Liga” é composta por: Pedro Gerolimich, Roberto Anderson, Janaína Bemvindo, Kely Louzada e Alice Rodrigues, cinco ativistas sociais, envolvidos em causas complementares como educação, cultura, direitos, urbanismo e sustentabilidade.

Pedro Gerolimich é o pré-candidato oficial da Liga, representando o coletivo para fins eleitorais. Filiado ao PSB, é militante na área da cultura e da democratização da leitura. Atuou como Superintendente de Leitura e Conhecimento na Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro e criou os projetos Livro de Rua e Histórias por Telefone.

“Além de sermos apaixonados pelo Rio, carregamos o inconformismo de ver os graves problemas da nossa cidade se repetindo sem nada ser feito, é frustrante viver em um local com tanto potencial desperdiçado. Toda essa nossa insatisfação precisava virar algo mais real e produtivo, assim nasceu A Liga”, diz Pedro, que explica que A Liga é um grande movimento, capaz de mudar a forma de se fazer e pensar a política tradicional.

 Roberto Anderson, outro membro do coletivo, é arquiteto e urbanista e já foi candidato em eleições anteriores, inclusive como vice-prefeito na candidatura de Alessandro Molon em 2016. Sobre a proposta de candidatura coletiva ele acrescenta: “A sociedade sempre está à frente da legislação. Mesmo que ainda não tenhamos uma lei que acolha esta proposta de mandato coletivo, abraçamos a ideia, acreditando na força que temos quando nos unimos para melhorar nossa cidade”.

Já Kely Louzada, fundadora da ONG Meninas e Mulheres da Mangueira, comunidade onde vive, explica a escolha do nome: “O que é uma liga? Em sua definição literal significa uma aliança ou união entre pessoas para um bem comum, e é essa a ideia principal. Acreditamos que juntos poderemos fazer muito mais. Uma gestão eficiente e forte só é possível com a colaboração e união de todas as pessoas envolvidas nesse processo”.

Janaina Bemvindo, também participante d’A Liga conta sobre a importância do envolvimento nos assuntos políticos da cidade. “Não podemos cruzar os braços diante dos problemas, precisamos acreditar no poder da transformação e para isso é preciso união e comprometimento. A Liga veio para fazer a diferença na política, através da construção coletiva e da participação democrática”, finaliza.

A quinta componente do coletivo, Alice Rodrigues, é ativista pelos direitos humanos e das mulheres, especialmente das jovens mães, da juventude, e dos movimentos antirracistas. Ela acredita que a pluralidade presente no conceito do mandato coletivo será um importante instrumento para trazer representatividade para diversas lutas e territórios.

O deputado federal Alessandro Molon, presidente do PSB do Rio de Janeiro, fala sobre este novo formato que tem crescido no Brasil. “Diferentes pontos de vista são uma riqueza para a construção democrática. O PSB-RJ fica muito feliz de abraçar essa pré-candidatura coletiva, apostando na força da diversidade e da complementaridade d’A Liga para a solução dos problemas da cidade”.

E Renan Ferreirinha, economista e deputado estadual do PSB, afirma que: “Não há dúvida de que essa iniciativa dá um nó na cabeça dos políticos mais tradicionais, pois é algo muito disruptivo. Fico feliz e animado em ver que pessoas dispostas a uma nova forma de fazer política estejam ousando cargos eletivos. Ganha a democracia, ganha a política, ganha o Rio”, comenta o político.

Conheça algumas das propostas da LIGA:

1- Inclusão digital já! Acesso gratuito à internet banda larga, em favelas e bairros populares;

2- Educação é prioridade: escolas com ensino integral desde a primeira infância, segundo turno escolar com atividades culturais e esportivas, além da valorização dos professores e funcionários;

3- A gente quer comida, diversão e arte: editais democráticos de incentivo à cultura e ações locais;

4- Rio Cidade Sustentável: gestão da cidade considerando as questões da sustentabilidade

5- Casa carioca: programa habitacional de qualidade para pessoas de baixa renda, urbanização de favelas, e assistência técnica gratuita à construção e reforma de habitações populares.;

6- Cumpra-se Carioca: fiscalização da implantação das leis municipais importantes já aprovadas;

7- Rio Cidade dos Livros – Investimento em políticas de leitura, adoção do livro como item essencial em cestas básicas, estímulo a novos escritores, adoção do modelo de bibliotecas-parque e valorização das bibliotecas comunitárias;

8- Vale cultura para professores e pais de alunos regularmente matriculados na rede pública;

9- Cidade inclusiva: luta contra todas as formas de opressão, como racismo, homofobia, gordofobia e intolerância religiosa

10 – Oferecimento de vagas em creches públicas, em horário integral, para todas as mães que precisarem.

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Em 1947 o Partido da Esquerda Democrática transformou-se em Partido Socialista Brasileiro. Somente em 1986, com a redemocratização, o PSB voltou ao cenário nacional, quando realizou o primeiro encontro nacional do partido.

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