CSL discute transparência como ferramenta contra corrupção

CSL discute transparência como ferramenta contra corrupção

A Coordenação Socialista Latino-Americana (CSL) debateu nesta quinta-feira (5), no Rio de Janeiro, o uso de ferramentas de transparência como forma de combater a corrupção. Palestrantes convidados expuseram a representantes de partidos socialistas iniciativas que dão à população o poder de controlar a eficiência do gasto público.

Coordenado pelo secretário-geral da CSL, Beto Albuquerque, o encontro teve a participação doo secretário-geral da ONG Contas Abertas, Gil Castelo Branco, do representante da Transparência Internacional no Brasil, Bruno Brandão, do secretário dos municípios e circunscrição da província de Santa Fé (Argentina), Horácio Ghibaudi, do senador João Capiberibe (PSB-AP), autor da Lei da Transparência e da presidente da Fundação João Mangabeira do Rio de Janeiro, Aspásia Camargo.

O representante da ONG Contas Abertas colocou a legislação criada pelo senador socialista como uma das três principais medidas aprovadas no Brasil para dar transparência à gestão pública. As outras medidas elencadas foram a Lei de Responsabilidade Fiscal, aprovada em 2000, e a Lei de Acesso à Informação, que coloca o sigilo como exceção e facilita a participação popular no controle das instituições públicas.

Para Beto Albuquerque, o debate é importante porque a esquerda precisa cuidar da postura ética para evitar o crescimento de tendências conservadoras. “A esquerda não tem o direito de falhar na lisura, na transparência, na ética, na postura e atuação”, disse.

Representante do Partido Socialista argentino e secretário da província de Santa Fé, Horácio Ghibaudi opinou que a esquerda precisa estabelecer uma cultura de participação popular para prosperar. “Temos a obrigação de estabelecer uma cultura cívica, de paz, uma cultura que convide nossos filhos a pensar e sentir que é muito mais válido ser do que ter”, afirmou.

No encerramento dos trabalhos, o presidente do PSB, Carlos Siqueira, defendeu uma reforma do Estado para chegar a uma transparência efetiva no Brasil. “Para conquistar o poder e não fazer as reformas estruturais, eu prefiro que não se consiga. Só o poder pelo poder, não vale.”

Texto: Assessoria de Comunicação PSB Nacional (Com alterações)

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